Meu Diário parte 2

Damaris Dutra, criadora da revista Cristãvip



Minha adolescência foi um dos períodos em que o Senhor me abençoou grandemente. Vivi experiências maravilhosas e sei que tudo foi um preparo para os dias de hoje.

Era o ano de 1993, e eu tinha apenas 16 anos. Naquele momento, estava muito envolvida nos projetos da igreja e a chama missionária ardia em meu coração. Cada culto, cada apelo missionário mexia muito comigo, e,  mesmo que alguém falasse o contrário,  era isso que eu queria pra minha vida.

Recebi um convite especial: fazer um curso de missões em uma base missionária da JOCUM (Jovens com uma Missão) na cidade de Maués-AM. Naquele momento, não existia algo mais perfeito pra mim. Deus levantou uma irmã que financiou todo o curso. Eu não me dava conta da grande providência de Deus em minha vida.

Então minha mãe, e mais uma irmã da Igreja Batista, me levaram ao porto. No caminho até o navio, que me levaria ao meu destino, a irmã cantava baixinho o hino,  “oh mestre o mar se revolta, as ondas nos dão pavor, os céus se revestem de trevas, não vemos o Salvador....”
No momento que cheguei ao porto, com minhas bagagens, fiquei temerosa ... então senti vontade de voltar pra casa. Eu era só uma menina cheia de sonhos, indefesa, sozinha, numa embarcação rumo a um lugar desconhecido pra mim; com pessoas  estranhas ao meu universo... Mas, em meu coração, senti a certeza da presença do meu Jesus comigo. Entrei no barco e vi ele se distanciar de Santarém... Vi minha mãe chorando. Eu chorava também, mas segui viagem.

Ao chegar a cidade onde iria começar meu treinamento, me dirigi ate a base missionária e fui recebida por minha futura líder, uma gaúcha com sotaque alemão. Seu esposo, o missionário que me convidou, em uma das visitas que fez a Santarém, chegou depois. Era um peruano que se esforçava pra falar português. Assim, esse casal tornou-se meus tutores e por todo o ano de 1993 estive com eles.

Tudo era novo e desafiador pra mim. Minhas verdades iam sendo questionadas a cada aula. Fui tratada. Foi um ano intenso, pois tínhamos uma rotina toda organizada diariamente, e , nos finais de semana éramos direcionados as igrejas para cooperar na obra.
Meu tempo prático foi na cidade de Itacoatiara-AM e foi maravilhoso. Eu e os missionários da JOCUM, ajudamos o pastor local a reativar uma congregação naquela cidade.  Os irmãos estavam dispersos e deixaram de se congregar, o templo acabou sendo fechado e abandonado. Então, passamos a visitar todas as tardes as casas desses irmãos e nos sábados fazíamos atividade com as crianças, assim, a obra naquele local voltou a existir. Foi muito gratificante.

Então  fomos a Manaus. Eu, meus líderes e seu bebê.  Participamos de dois eventos muito importante pra mim e pra toda a Instituição. Foi realizado na base da JOCUM, em Manaus,  o ENVIA BRASIL e a Conferência das Nações, com a participação de Loren Cunninhgam, o fundador da JOVENS COM UMA MISSÃO.
Deus me permitiu tudo isso. Eu era só uma pequena serva, mas com muita determinação, dentro do universo missionário. Homens e mulheres decididos pela obra de Jesus Cristo. Então, germinou dentro do meu interior uma semente que encontrara uma terra pronta, preparada e regada. A semente foi lançada nessa terra e uma árvore com raízes profunda começou a brotar.
Domingas Sarrubii, serva do Senhor que investiu em minha vida nesta época. Que o Senhor a recompense e retribua cem vezes mais. Sei que o Senhor tem sido fiel a ela. Muito obrigada irmã Domingas!

O casal de missionários que me receberam na Jocum e foram meus líderes, Eliane e Luiz Walderrama. Muito aprendi com eles. Meus eternos líderes!

Loren Cunningham, Fundador da JOCUM, uma inspiração para os jovens que sentem o chamado
missionário. Tive o privilégio de conhece-lo pessoalmente.



Por Damaris Dutra












4 de novembro





Mais um aniversário...
Eu só quero espalhar a minha gratidão por onde eu passar. Chegar até aqui é sensacional!
Viver intensamente não é viver no risco, mas sentir todas as coisas como se fossem únicas, e são.
Cada sorriso, cada abraço, cada amizade, cada sofrimento, cada lágrima... e a vida vai seguindo ...
O que me deixa mais feliz? Ter Jesus, ser mãe, ser obstinada...
Obstinada a completar o meu ciclo de forma plena, mesmo que isso em alguns momentos pareça utópico.
A maturidade nos deixa mais responsável, isso é fato, mas não deixo de ter um sorriso adolescente. Uma nostalgia boa do passado e o presente todo dia batendo na porta.
O que eu desejo fazer na vida nessa altura do campeonato? Desejo fazer o bem.
O bem pra as pessoas que passam por minha vida e até mesmo aquelas que eu não conheço. Se minhas ações chegam até elas pra ajuda-las, já valeu!
 Bem aos meus filhos que vejo crescer assustadoramente.
 Bem a obra de Deus que sempre será meu alvo.
E bem pra mim mesma.
E o futuro? É sempre uma incógnita, mas Deus sempre estará no comando. A gente propõe e ele aprova ou não aprova.
A felicidade não é exatamente o que desenhamos.  Escolher o certo as vezes dá trabalho, e aliar a ideia de felicidade a trabalho não combina num mundo de ações imediatas e sem esforço.
Toda virada de década é assim mesmo, sempre acontece uma transição...e seu estou feliz com Deus, comigo e com o novo.
Obrigada Senhor por mais um dia 4 de novembro. Amoooo!

Bjos, até breve.
Damaris Dutra





Cristãvip lança sua sétima edição!

A Revista Cristãvip lança sua sétima edição e trás dois grandes pastores vinculados a COMIEADEPA, Pastor Enoch Pinheiro, presidente da igreja Assembleia de Deus em Santarém -Pa e Pastor Luiz Ferreira, pastor presidente na Assembleia de Deus em Miritituba -Pa. A revista chegou com duas capas e além dessas duas cidades representadas, temos também, cidades como Trairão, na pessoa de seu pastor Domerwille Rosa, Itaituba, pastor Nivaldo dos anjos, Marabá, pastor Sales Batista e outras ...a revista também veio recheada de muitos eventos que mostra que no Pará existe um grande movimento do povo de Deus. Não deixe de adquirir seu exemplar e levar a revista Cristãvip a sua igreja. entre em contato: 93992375350







POR DAMARIS DUTRA

Meu diário




Eu tenho 40 anos e durante esse tempo passei por várias fases. Lembro-me que, quando criança, tinha medo de muitas coisas, entre elas, de está entre desconhecidos. Minha infância foi sofrida, mas inocente. Graças a Deus não sofri abusos, como é comum entre crianças em vulnerabilidade. Mas eu sempre fui sonhadora, e descobrir que sonhar é alimento pra alma. Minha mãe era super protetora e mesmo sem muita escolaridade, e, do jeito dela, nos ensinou princípios valiosos. E cresci...e fui vendo o mundo bem real.
Eu saí de casa aos 16 anos e nunca mais voltei. Mas o que se sabe aos 16 anos? Quase nada! Se fosse hoje, com certeza não teria saído tão cedo, mas, naquele momento, sabia que saía por providência divina.

Continua na próxima postagem...